O Whatnot, aplicativo de compras ao vivo que combina transmissões em vídeo com leilões em tempo real, alcançou uma avaliação de US$ 20 bilhões após levantar US$ 545 milhões em uma nova rodada de investimentos.

O valor representa um salto expressivo em relação aos US$ 11,5 bilhões registrados pela empresa em outubro de 2025.

O que é o Whatnot?

O Whatnot é uma plataforma de live shopping na qual vendedores apresentam produtos em transmissões ao vivo enquanto os consumidores podem fazer ofertas e comprar os itens em tempo real.

A plataforma reúne categorias como cartas esportivas, roupas, brinquedos, alimentos, plantas e itens colecionáveis.

O modelo transforma uma compra tradicional em uma experiência semelhante a uma transmissão ao vivo combinada com um leilão digital.

Plataforma cresce rapidamente

O crescimento do Whatnot acelerou em 2026. Segundo a empresa, o volume bruto de mercadorias vendido no primeiro semestre de 2026 já superou os US$ 8 bilhões registrados durante todo o ano de 2025.

O número de compradores também mais que dobrou nos últimos 12 meses.

Atualmente, a plataforma recebe mais de 550 mil horas de transmissões ao vivo por semana.

Whatnot ganha espaço no live commerce

A empresa estima que possui aproximadamente 60% do mercado de comércio ao vivo nos Estados Unidos, segmento avaliado pela companhia em mais de US$ 22 bilhões.

O resultado coloca o Whatnot entre as empresas que mais se destacam na transformação do varejo digital.

Investidores apostam no modelo

A nova rodada contou com investidores como Iconiq, Lightspeed e Avra.

Desde sua fundação, em 2019, o Whatnot já levantou aproximadamente US$ 1,5 bilhão em investimentos.

A empresa afirma que os novos recursos serão utilizados para ajudar vendedores a crescer e também para aumentar a confiança dos usuários na plataforma.

Whatnot supera grandes varejistas em valor

Com uma avaliação de US$ 20 bilhões, o Whatnot passou a valer mais do que o valor de mercado de empresas tradicionais como Best Buy, Lululemon e Wayfair, segundo o Wall Street Journal.

O resultado chama atenção porque a empresa ainda é relativamente jovem e atua em um segmento específico do comércio eletrônico.

Crescimento também traz desafios

O avanço do Whatnot acontece em meio a discussões sobre o comportamento dos usuários na plataforma.

O Wall Street Journal relatou casos de consumidores que gastaram quantias extremamente altas no aplicativo e mencionou processos e reclamações que questionam se o modelo de compras rápidas e leilões pode estimular comportamentos compulsivos.

O Whatnot rejeita a caracterização da plataforma como uma forma de jogo e afirma que o vício não aparece como um problema significativo em seus dados internos.

O futuro do live shopping

A valorização de US$ 20 bilhões mostra a força que o modelo de comércio ao vivo vem conquistando.

O Whatnot combina entretenimento, interação social e compras em uma única experiência, criando uma alternativa aos modelos tradicionais de comércio eletrônico.

Se o ritmo de crescimento continuar, o aplicativo poderá se tornar um dos principais exemplos de como o varejo online está mudando para formatos mais interativos e sociais.